Sabe, eu estava pensando recentemente sobre algo que fez toda a diferença na minha carreira: a forma como meu gestor me ajudou a lidar com a frustração enquanto eu estava crescendo e me desenvolvendo no trabalho. Não é algo que geralmente encontramos nos livros de gestão, mas é um aspecto crucial da jornada de qualquer liderado.
Lidar com a frustração é uma daquelas habilidades que ninguém realmente ensina na escola, mas que se tornam vitais na vida profissional, especialmente quando estamos nos primeiros passos. Pode ser um projeto que não deu certo, um feedback negativo ou simplesmente um dia ruim. É aí que entra o papel fundamental do gestor.
Lembro-me de uma experiência em que eu estava bem emburrada, fazendo um bico tipo uma criança. Estava extremamente chateada com uma situação. Em vez de me ignorar ou passar por cima disso, meu gestor teve uma atitude diferente. Ele me chamou para uma conversa franca, firme e direta.
Nesse momento, meu gestor não hesitou em apontar meu comportamento inadequado. Ele explicou sua visão, o que estava acontecendo e por que minha atitude não era apropriada. Ele foi honesto ao dizer que essa correção era essencial para o meu crescimento e que eu precisava encará-la como uma oportunidade de aprendizado. Essa abordagem me fez compreender a gravidade da situação e a importância de corrigir meu comportamento. Foi uma lição valiosa que me fez crescer como profissional.
Essa experiência me mostrou que a liderança não é apenas ser empático o tempo todo ou deixar as coisas fluírem. Há momentos em que um liderado precisa de firmeza e orientação rígida para se colocar nos trilhos. O gestor está lá não apenas para apoiar, mas também para lembrar ao liderado das responsabilidades e do seu potencial.
Outra experiência que me marcou ocorreu quando minha produtividade estava zerada devido a um momento complicado na minha vida. Estava frustrada e, apesar de possuir o conhecimento necessário, não estava confiante para executar o trabalho. Em vez de adotar uma postura rígida ou simplesmente me cobrar incessantemente, meu gestor agiu de maneira diferente.
Ele me ouviu, compreendeu minhas frustrações e o que estava acontecendo comigo. Em seguida, ele não apenas me apoiou emocionalmente, mas também me orientou na construção de uma estratégia para superar o obstáculo. Ele me deu soluções práticas e me ajudou a organizar meus pensamentos, o que me permitiu seguir em frente com confiança.
Claro que estas são duas lembranças entre muitas outras, que retratam alguns pontos na hora de lidar com a frustração. Exitem infinitas situações nesta equação, e na hora de agir, muitas coisas devem ser levadas em conta.
Portanto, quando pensamos na importância do gestor na hora de lidar com a frustração, devemos lembrar que sua função vai além da empatia. É sobre orientar, desafiar e, quando necessário, ser firme para ajudar o liderado a crescer e superar obstáculos. Isso também é parte fundamental da liderança. E claro, o liderado ter a confiança de que, qualquer que seja a atitude do gestor em um problema, se não considerasse o liderado importante, não faria o esforço. 🚀